Lição 2 – A porta da Fé se abre entre os Gentios - EBD CPAD 2026 3º Trimestre Adultos
Nesta
lição acompanhamos um dos momentos mais marcantes da história da Igreja: quando
Deus abre, de forma clara e soberana, a porta da fé aos gentios. Ao seguir a
primeira viagem missionária de Paulo e Barnabé, percebemos que o Evangelho
avança mesmo em meio à oposição, à rejeição e às dores do ministério. Ensinar
esse conteúdo é conduzir os alunos a compreenderem que a missão não depende da
aceitação humana, mas da fidelidade ao chamado de Deus. A igreja que discerne o
agir do Espírito aprende a perseverar, a confiar no poder do Evangelho e a
celebrar cada porta que o Senhor abre para a salvação.
TEXTO ÁUREO
“Porque o Senhor assim no-lo mandou: Eu te pus para luz dos gentios, para que sejas de salvação até aos confins da terra.”
(At 13.47)
VERDADE PRÁTICA
O propósito de Deus é que o Evangelho alcance todas as nações, revelando seu eterno desejo de salvar a todos.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Atos 13.44-52
44 - E, no sábado seguinte, ajuntou-se quase toda a cidade a ouvir a palavra de Deus.
45 - Então, os judeus, vendo a multidão, encheram-se de inveja e, blasfemando, contradiziam o que Paulo dizia.
46 - Mas Paulo e Barnabé, usando de ousadia, disseram: Era mister que a vós se vos pregasse primeiro a palavra de Deus; mas, visto que a rejeitais, e vos não julgais dignos da vida eterna, eis que nos voltamos para os gentios.
47 - Porque o Senhor assim no-lo mandou: Eu te pus para luz dos gentios, para que sejas de salvação até aos confins da terra.
48 - E os gentios, ouvindo isto, alegraram-se e glorificavam a palavra do Senhor, e creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna.
49 - E a palavra do Senhor se divulgava por toda aquela província.
50 - Mas os judeus incitaram algumas mulheres religiosas e honestas, e os principais da cidade, e levantaram perseguição contra Paulo e Barnabé, e os lançaram fora dos seus limites.
51 - Sacudindo, porém, contra eles o pó dos pés, partiram para Icônio.
52 - E os discípulos estavam cheios de alegria e do Espírito Santo.
45 - Então, os judeus, vendo a multidão, encheram-se de inveja e, blasfemando, contradiziam o que Paulo dizia.
46 - Mas Paulo e Barnabé, usando de ousadia, disseram: Era mister que a vós se vos pregasse primeiro a palavra de Deus; mas, visto que a rejeitais, e vos não julgais dignos da vida eterna, eis que nos voltamos para os gentios.
47 - Porque o Senhor assim no-lo mandou: Eu te pus para luz dos gentios, para que sejas de salvação até aos confins da terra.
48 - E os gentios, ouvindo isto, alegraram-se e glorificavam a palavra do Senhor, e creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna.
49 - E a palavra do Senhor se divulgava por toda aquela província.
50 - Mas os judeus incitaram algumas mulheres religiosas e honestas, e os principais da cidade, e levantaram perseguição contra Paulo e Barnabé, e os lançaram fora dos seus limites.
51 - Sacudindo, porém, contra eles o pó dos pés, partiram para Icônio.
52 - E os discípulos estavam cheios de alegria e do Espírito Santo.
INTRODUÇÃO
A primeira viagem missionária do apóstolo Paulo está registrada em Atos 13 e 14. Logo após serem separados pelo Espírito Santo (At 13.2,3),
Paulo e Barnabé, guiados pela direção divina, iniciaram a obra que o
Senhor lhes confiara. A jornada durou cerca de dois anos, entre 46 e 48
d.C. Nesse período, acompanhados por João Marcos, partiram de Antioquia
da Síria, seguiram para Chipre — terra natal de Barnabé — e avançaram
pela Ásia Menor, anunciando o Evangelho em Antioquia da Pisídia, Icônio,
Listra e Derbe. Toda a missão tinha um alvo claro: alcançar os gentios e
revelar que o plano de Deus abraça todas as nações sob a luz de Cristo.
Esse é o assunto que veremos nesta lição.
I - A MISSÃO EM CHIPRE:
A PRIMEIRA PORTA ABERTA ENTRE OS GENTIOS
1. O envio missionário e o avanço da Palavra.
Conduzidos pelo Espírito Santo, Paulo e Barnabé partiram de
Antioquia, desceram a Selêucia e navegaram rumo a Chipre — terra natal
de Barnabé e já evangelizada por helenistas (At 11.19).
Aportando em Salamina, anunciaram o Evangelho nas sinagogas, cumprindo o
princípio missionário revelado por Paulo: “primeiro do judeu e também
do grego” (Rm 1.16). Acompanhados por João Marcos, seu cooperador (Cl 4.10), avançaram pela ilha até Pafos (At 13.6). Assim, a missão se expandia, demonstrando que proclamar a Palavra exige fidelidade (2Tm 3.16,17), reverência (Jr 23.28,29) e obediência sensível à direção do Espírito Santo (At 13.2).
2. O confronto com as trevas e a vitória do Evangelho (vv.6-8).
Em Pafos, os missionários enfrentaram Barjesus, também chamado Elimas — um mágico e falso profeta (Dt 18.9-11; Gl 5.20,21).
Ele resistia à pregação, tentando impedir que o procônsul Sérgio Paulo,
homem prudente, ouvisse a Palavra de Deus. Cheio do Espírito Santo,
Paulo o repreendeu com autoridade, declarando o juízo divino (v.11). A
cegueira que o atingiu confirmou o poder do Evangelho e levou Sérgio
Paulo a crer, maravilhado com a doutrina do Senhor. Onde a luz
resplandece, as trevas recuam (Jo 1.5; Ef 6.12).
3. Confiando no poder transformador do Evangelho (vv.9-12).
O encontro em Pafos revela que o Evangelho rompe barreiras sociais e
espirituais. Paulo, cheio do Espírito Santo, confronta Elimas e
testemunha a conversão de Sérgio Paulo, mostrando que a Palavra
transforma mente, coração e vida (Rm 12.2; 2Co 5.17). O Evangelho ilumina o entendimento, renova o interior e produz frutos visíveis (Tg 2.14-26).
Que também confiemos nesse poder, orando por quem resiste e anunciando
com fé. A jornada agora avança para Antioquia da Pisídia, onde a missão
alcançará novas proporções.
SINOPSE I
Em Chipre, o Espírito abre a primeira porta da missão gentílica.
II - A MISSÃO EM ANTIOQUIA DA PISÍDIA: O EVANGELHO QUE ILUMINA
1. A exposição apostólica que revela Cristo nas Escrituras (At 13.16-43).
Levantando-se na sinagoga, Paulo dirige-se a judeus e gentios
tementes a Deus e percorre a história de Israel para revelar que tudo
aponta para Cristo. Recorda os juízes e Saul (Jz 2.16; 1Sm 31.13), apresenta Jesus como o descendente de Davi (Mt 1.1-17; Lc 3.23-38), afirma que João preparou seu caminho (Mt 3), que a cruz cumpriu as profecias (Is 53; Sl 22) e que a ressurreição foi confirmada por testemunhas e pelas Escrituras (1Co 15.1-23; Sl 2.7; 16.10). Proclama a justificação pela fé (Rm 4.13-21) e a salvação a quem crê (Jo 3.16,36).
Seu discurso termina com um apelo solene para que os ouvintes não
repitam o erro dos que rejeitaram o Messias. A repercussão é imediata:
enquanto muitos judeus se retiram, os gentios rogam que Paulo retorne no
sábado seguinte. E assim, “quase toda a cidade” se reúne para ouvir a
Palavra (At 13.44), revelando uma abertura extraordinária ao Evangelho.
2. A rejeição dos judeus e a tristeza de Paulo diante da incredulidade.
Fiel ao princípio de alcançar primeiro o judeu e depois o gentio (Rm 1.16),
Paulo inicia sua pregação nas sinagogas. Contudo, em Antioquia da
Pisídia, a inveja e a resistência dos judeus revelam a dor do apóstolo
ao ver seu povo rejeitar o Evangelho (Rm 9.1-3).
Diante dessa recusa, Paulo e Barnabé declaram: “Era mister que a vós se
vos pregasse primeiro a palavra de Deus; mas, visto que a rejeitais,
[...] eis que nos voltamos para os gentios” (At 13.46). Assim, dentro do propósito soberano de Deus, o Evangelho alcança as nações.
3. A porta da fé aberta aos gentios pela graça de Deus (At 13.46-49).
Ao rejeitarem a mensagem, muitos judeus se tornaram “indignos da vida
eterna”, não por um decreto arbitrário, mas pela resistência voluntária
ao Evangelho. Assim, Paulo volta-se aos gentios, que recebem a Palavra
com alegria e fé sincera. Cumpre-se, então, o propósito divino anunciado
em Isaías: Israel seria luz para as nações (Is 49.6), e de Israel viria
Cristo, a “luz para revelação aos gentios” (Lc 2.32 — NAA).
O texto afirma que “creram todos quantos estavam ordenados para a vida
eterna” (v.48). A melhor compreensão, conforme a Bíblia de Estudo
Pentecostal, é: “todos os que estavam dispostos para a vida eterna”. Ou
seja, todos os que responderam positivamente ao chamado do Espírito. A
salvação é oferecida a todos (1Tm 2.4; Tt 2.11; 2Pe 3.9),
mas acolhida apenas pelos que creem. Muitos gentios acolheram a Palavra
e tornaram-se testemunhas vivas do poder transformador do Evangelho.
Ainda hoje, o Senhor abre portas onde menos esperamos. A missão
avança quando a igreja responde com fé, discernimento e obediência.
Assim como Antioquia da Pisídia se tornou o lugar de grande colheita,
Deus deseja usar cada crente como portador da luz de Cristo. A obra,
porém, não terminou ali. Agora, a jornada missionária se desloca para
Icônio, Listra e Derbe, onde novos desafios e milagres revelarão
novamente o poder do Evangelho por meio do Espírito Santo.
SINOPSE II
O Evangelho ilumina Antioquia da Pisídia e alcança os gentios.
III - A MISSÃO EM ICÔNIO, LISTRA E DERBE: A FÉ QUE PERSEVERA
1. Icônio: o testemunho ousado que enfrenta oposição (At 14.1-7).
Em Icônio, Paulo e Barnabé entraram na sinagoga e anunciaram o
Evangelho com tal convicção que muitos judeus e gregos creram. O Senhor
confirmava a Palavra com “sinais e prodígios” (v.3), dando testemunho da
graça que operava por meio deles. Entretanto, a cidade dividiu-se, e
uma conspiração surgiu para apedrejá-los. Obedientes à direção do
Espírito, os missionários retiraram-se para Listra, não por medo, mas
por prudência, preservando-se para continuar a missão (Mt 10.23). Onde a Palavra frutifica, a oposição também se levanta, mas o avanço do Evangelho não pode ser detido.
2. Listra: milagres, confusão religiosa e sofrimento por Cristo (At 14.8-20).
Em Listra, Paulo cura um homem aleijado de nascimento, o que leva a
multidão, confundida, a tentar adorá-los como deuses. Paulo e Barnabé
rejeitam a idolatria e anunciam o Deus vivo, Criador de todas as coisas.
Porém, judeus vindos de Antioquia e Icônio incitam o povo contra eles, e
Paulo é apedrejado e deixado como morto. Mas o Senhor o restaura, e ele
se levanta, retornando à cidade para reafirmar seu compromisso com o
Evangelho. A fé bíblica não foge da dor: permanece firme porque está
ancorada no Deus vivo.
3. Derbe: frutos que brotam da perseverança (At 14.20,21).
Em Derbe, o Evangelho encontra terreno fértil. Muitos se convertem, e
novos discípulos são formados. Mesmo após perseguições e sofrimento,
Paulo e Barnabé continuam a pregar e edificam uma comunidade forte na
fé. A obra missionária prossegue porque suas raízes não estão na
comodidade, mas na fidelidade ao chamado de Cristo.
SINOPSE III
Em Icônio, Listra e Derbe, a fé persevera apesar da oposição.
CONCLUSÃO
Ao encerrar esse ciclo missionário, os apóstolos retornam às cidades
onde haviam sofrido, fortalecendo os discípulos e estabelecendo
presbíteros (At 14.22,23). Depois, apresentam à igreja de Antioquia o relatório do que Deus fizera, celebrando que “abrira aos gentios a porta da fé” (At 14.27). A missão continua porque a graça conduz, sustenta e abre caminhos onde parecia impossível.
A Igreja dos Gentios
Da chamada Missionária à Consolidação do Evangelho
entre os Povos
CPAD - Lições Bíblicas 3º Trimestre
2026 - Adultos
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